Tenomindanaum

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22/10/2009


Servico de Utilidade Publica

Posso dar palpite em poucas coisas: cinema e esporte sao dois assuntos que conheco razoavelmente bem. Tecnologia e livros, em alguns nichos ainda posso opinar sem falar muita besteira. Tem mais um ou dois assuntos que nao veem ao caso. O restante: beber cerveja.


Veja bem, nao pretendo ser um connoisseur, um conhecedor, ou provador. Ja mencionei aqui antes que meu paladar nao eh tao apurado assim. Depois da terceira cerveja, nao faz muita diferenca. E eh esse o ponto.


Ha alguns anos atras desenvolvi a teoria da segunda cerveja (the two-beer rule). Que eh simples: a nao ser que voce precise ou queira ficar bebado, pare na segunda cerveja.


Por que? A maior razao eh a borda de subida. No 2o colegial eu fazia eletronica, e aprendi sobre bordas de subida e descida (um periodo de tempo em que um sinal digital sofre variacao). Voce pode pensar no tempo de propagacao para o sinal chegar e o circuito registrar a variacao. Entao, na minha logica de 16 anos, a mesma coisa se aplicava a cerveja.


Para mim, e para varias pessoas com quem converso, a 2a. cerveja eh o ponto otimo. O cidadao ou cidada tem um pequeno buzz, o riso esta um pouquinho mais facil, mas ainda a pessoa ainda esta longe de ficar alta ou bebada, de gritar ou rir descontroladamente, ou de falar que ama todo mundo que esta por perto. "Altinha" eh uma boa descricao. Uma boa sensacao, mas ainda nao 100%. E aih que mora o perigo.


Sentindo-se bem, levemente desinibida, a pessoa se pergunta: por que nao mais uma, para eu chegar no nivel otimo?


O problema (ou, no caso, a solucao) esta na borda de subida. Eh o tempo entre ver o fundo do copo da segunda, e a segunda cerveja fazer o efeito completo. Se o bebedor para no fim da segunda, em alguns minutos estara no ponto otimo: todos os beneficios de ficar altinho sem nenhuma consequencia de comportamento inconveniente ou ressaca no dia seguinte. Mas se ele for impaciente e atacar a terceira, quando o ponto otimo chegar, ele ja tomou parte da terceira e fica mais alto, e pergunta-se, por que nao uma quarta? Depois da quarta, nem pergunta mais tem.


Parar na segunda cerveja tem outros beneficios: a pessoa ainda esta abaixo do limite alcoolico para dirigir; os beneficios do alcool para o coracao so valem ate a segunda cerveja (eh verdade, pode procurar). Isso alem da ausencia de ressaca e de olhares exasperados dos outros clientes do bar.


Eles deveriam colocar isso na teve: pare na segunda. Um experimento, que fica a cargo do leitor, eh verificar se a mesma regra se aplica a outras bebidas (parar em duas doses). Aproveite, ha poucas licoes de casa tao divertidas quanto essa.


Nota: isso so vale para os ultimos tempos. Mesmo sabendo isso ha mais de vinte anos, so apliquei mesmo nos ultimos dez. Antes, a regra era: nao mais que um garrafao de pinga de 5 litros no ginasio da unesp.


Nota 2, para "aquelas" pessoas: o post acima nao eh uma recomendacao, e nao tem valor cientifico. Consulte o seu medico ou barman para saber se tem condicoes de dirigir apos consumir bebida alcolica.

 

Escrito por F. às 15h30
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16/10/2009


Wolfram!

Google eh um search engine. Bing, um decision engine. Wolfram|Alpha eh um computational knowledge engine - segundo ele mesmo!

 

Mas o que eh isso? Seu FAQ diz que as respostas nao sao links para web pages, mas resultados de calculos de suas proprias bases de dados. E dai? Daih que voce pode fazer sua pesquisa em linguagem natural, e o engine responde o melhor que puder, se as informacoes ja estiverem catalogadas. Minhas 3 primeiras perguntas tiveram respostas otimas e precisas, veja so:

who is keyser soze?

where am I?

how to get from london to paris?


A secao de exemplos mostra como a ferramenta eh poderosa. Divirta-se.

 

Como o Wolfram so funciona para assuntos especificos (os que estao na base de dados), nao eh uma solucao completa, como apontado nesse artigo. Mas imagine so integrar isso ao Bing. A Ms devia comprar, ja!

 

Mesmo diferentes, os 3 engines parecem concordar numa coisa: the answer to life the universe and everything (Google, Bing, Wolfram) - vi no wikipedia.

 

P.S.: antes de postar, fiz uma ultima pergunta - o bicho tem ate senso de humor!

Escrito por F. às 16h39
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15/10/2009


A Cesar o que eh de Cesar

Uma das coisas que me da mais raiva eh nao dar credito aas pessoas que merecem. Quando fiz entrevista no MOM, vi o gerador de caracteres com a mensagem "It's amazing what can be accomplished when nobody cares who takes the credit." Pode ate ser verdade, mas eh uma baita injustica.


Nao eh so ideia - eh o esforco tambem. No trabalho, eu me esmerava em usar palavras precisas para dar a dimensao da participacao de cada um no projeto: "Fulano teve a ideia e liderou por 2 meses, mas se afastou quando ja estva bem encaminhado", "Beltrana tomou a redeas e fez 40% do trabalho", "eu so fiz tal e tal modulo, menos da metade - o resto re-aproveitei codigo de tal e tal pessoa".


Ja comentei que ate hoje eu nao consigo contar uma piada dizer a fonte no preambulo. Nem citacoes - com minha memoria, aas vezes nao lembro a fonte, mas pelo menos sempre faco a ressalva de que nao eh minha frase ou ideia. Eu tenho panico de escrever ou falar qualquer coisa, e depois descobrir que nao fui eu quem criou aquilo. Eu acho que de algum modo o autor original esta sendo prejudicado, mesmo que minha ignorancia prove minha inocencia. E tome auto-flagelacao. (Por isso, por favor, avise-me se voce ler ou ouvir algo de mim que ja tenha lido ou ouvido - eu tenho que dar o devido credito aa fonte!)

 

Ate quando minhas criancas falam algo criativo, engracado, ou curioso, eu sempre pergunto, "Quem falou isso para voce?" Eu tenho que saber se elas inventaram aquilo por conta propria. So entra no blog, por exemplo, coisas que eu verifiquei terem saido da cabecinha delas.

 


Imagine entao quando vejo gente se apropriando de ideias dos outros, aas vezes descaradamente. E, aas vezes, repetindo uma piada ou pensamento ou observacao ou solucao ouvida ha minutos atras!


Sei que eh dificil ter ideias originais hoje em dia. Ate "Matrix" e "Harry Potter", por exemplo, sao vistos como criativos e originais, apesar de serem pastiches dos respectivos generos. Nao, nao sao criativos e originais, mas usaram os mesmos elementos batidos de forma criativa e original, e criaram obras proprias e memoraveis. Seriam ainda melhores se  tivessem mencionado seus antecessores, ou "inspiracoes".


Mas quando a repeticao eh verbatim, e o infrator poderia ter facilmente dado o credito sem se desmerecer em nada... nao eh legal.

 

Pode parecer uma questao menor, um pet peeve ou frescura, mas nao eh. Eh so mais um dos inumeros aspectos que compoem o conceito de decencia humana. E, como os demais, eh frequentemente ignorado.

 

Escrito por F. às 16h52
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12/10/2009


Scorecard

 

Inspirado pelo post da Nara, desenterrei um quiz curioso que rolou na lista de RPG em 2005. Meu resultado (para alivio dos pais dos meus afilhados) esta abaixo:

 
Christianity
 
75%
Hinduism
 
70%
Buddhism
 
70%
Islam
 
65%
Agnosticism
 
60%
Satanism
 
55%
Confucianism
 
55%
Paganism
 
45%
Judaism
 
30%
Atheism
 
30%
Haruhism
 
25%

 

 

Escrito por F. às 23h37
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07/10/2009


Anvil!

Ontem aa noite vi o documentario "Anvil! The Story of Anvil", ate agora o melhor filme do ano. E nao so para mim, mas para o Metacritic (nota 82 no agregado) e Rotten Tomatoes (98% de criticas favoraveis) tambem.


Quase todo mundo diz que lembra "Spinal Tap", um documentario ficticio sobre uma banda ficticia - e parece mesmo. Mas me deu muito mais a impressao de ser uma versao real de "The Wrestler". O inicio eh genial ("por que ele esta falando de comida?") e o final, otimo, apesar de previsivel. O bordao "voce vai rir, voce vai chorar" descreve muito bem a estoria. Filmaco! 
 

Escrito por F. às 22h42
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02/10/2009


E no balanco das horas tudo pode mudar...

Do site dos geraldinos:

 

 

Escrito por F. às 18h05
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